Governo Federal lança manual revisado para propostas de saneamento em áreas rurais

A Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades publicou a versão atualizada do Manual para Apresentação de Propostas do Programa de Saneamento Básico em Áreas Rurais, documento que orienta estados, municípios, consórcios públicos e o Distrito Federal sobre como acessar recursos federais destinados a projetos de abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e drenagem em comunidades rurais.

Estrutura do manual

O documento é dividido em quatro capítulos, cada um dedicado a uma modalidade do saneamento básico:

  • Abastecimento de água – define critérios técnicos para implantação, ampliação ou melhoria de sistemas públicos e soluções alternativas, exigindo fontes seguras de captação, tratamento adequado e ligações prediais padronizadas. Também prevê apoio à construção de conjuntos sanitários em residências que não possuem banheiros.

  • Esgotamento sanitário – contempla desde redes coletoras e estações de tratamento de esgoto até soluções alternativas, como fossas sépticas, filtros biológicos e sistemas individuais para áreas pouco adensadas. É permitido incluir banheiros domiciliares em locais sem instalações adequadas.

  • Resíduos sólidos – orienta sobre projetos de coleta seletiva, unidades de triagem e compostagem, erradicação de lixões e implantação de aterros de pequeno porte. Valoriza a inclusão social de catadores e incentiva rotas tecnológicas que priorizem a não geração, redução, reutilização e reciclagem, antes da disposição final dos rejeitos.

  • Drenagem e manejo de águas pluviais – prevê obras como reservatórios de amortecimento, recuperação de áreas úmidas, recomposição de margens e soluções para aproveitamento de águas pluviais, com foco na mitigação de riscos socioambientais e prevenção de enchentes.

Critérios de elegibilidade e requisitos

Para acessar os recursos, os projetos devem:

  • beneficiar exclusivamente a população rural, conforme classificação territorial do IBGE ou definição legal do município;

  • demonstrar viabilidade técnico-financeira e sustentabilidade a longo prazo;

  • estar alinhados a planos municipais ou regionais de saneamento e resíduos sólidos;

  • ser cadastrados na Plataforma Transferegov, com todas as informações técnicas e georreferenciadas;

  • comprovar contrapartida local, quando exigida, e regularidade junto ao Sistema Nacional de Informações em Saneamento (SNIS ou SINISA).

O manual também lista vedações, como: simples substituição de equipamentos, obras em áreas desabitadas ou privadas, recuperação de estruturas obsoletas e aquisição de veículos ou terrenos.

Importância da iniciativa

Segundo o Ministério das Cidades, a publicação do manual revisado reforça o compromisso com a universalização do saneamento básico até 2033, conforme determina o Marco Legal (Lei nº 14.026/2020). A padronização dos critérios técnicos e financeiros deve aumentar a transparência e a eficiência na aplicação dos recursos, além de apoiar municípios de pequeno porte e consórcios públicos que enfrentam maiores dificuldades para estruturar projetos.

Acesse aqui o documento completo!

Fonte: https://www.gov.br/cidades/pt-br/assuntos/noticias-1/noticia-mcid-n-1595-1

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